Mostrando postagens com marcador Gravidez. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Gravidez. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Sinal de vida, depois de tanto tempo...

O tempo, sempre ele... passa voando, muito mais rápido do que eu gostaria, por ter tantas coisas para fazer.  A última vez que escrevi aqui ainda não tinha certeza se esperava pela Isadora ou Bernardo. Apostava em uma menina, acreditei no sexto sentido, que estava descalibrado, e na maioria das brincadeiras que fizeram comigo. Quase um mês depois tivemos a certeza que é o Bernardo, e desde então ficamos ainda mais felizes, podendo conversar com o bebê, chamando ele pelo nome e escolhendo tudo para recebê-lo da melhor maneira possível.

Também deixei de escrever aqui porque o site Capital Chic me deu a honra de ser uma de suas colunistas, envio textos quinzenalmente, os links com três colunas já publicadas estão logo abaixo:

O despertar para a maternidade

XX ou XY A hora da definição

Agora falta pouco

Estamos no oitavo mês, em aproximadamente seis semanas nosso bebê fará sua estreia, provavelmente até o nascimento os textos devem continuar, depois, prometo uns textos quando sobrar um tempinho. Até abril é conter a ansiedade e continuar preparando tudo para a chegada do Bernardo.


quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Meses x Semanas, pra tentar entender essa conta

Estou entrando na 16ª semana, na próxima devo fazer mais um ultrassom, e, talvez ter a certeza de que é a Isadora que está a caminho. E falando em semana, achei uma tabela que tem me ajudado bastante, sobre as semanas correspondentes aos meses da gestação. 


Essa tabela é maravilhosa, ela mostra que de fato os nove meses da gravidez não são iguais aos do calendário. Os quinto e sexto mês, por exemplo, tem cinco semanas cada, enquanto os outros quatro semanas. As grávidas em geral sempre irão falar em qual semana estão, deixando quem nunca engravidou na dúvida, e a gente fala em semanas não só porque todas as semanas são importantes, e que em cada uma acontece uma coisa nova, mas a gente tenta facilitar também, eu explico:

Nesta semana estou encerrando o quarto mês, semana que vem eu posso dizer que estou no quinto, aí, a pessoa que pergunta geralmente faz o cálculo de quanto falta e vai me dizer "ah, então vai nascer em março!" mas não, a previsão é de que nasça no meio de abril, e aí vem a confusão. É que, quando eu falo estou no quinto mês, você entende cinco meses, que são coisas diferentes, concorda? Eu vou passar cinco semanas no quinto mês, e por isso quando a gente fala o mês parece que é "fechado", aí as datas não batem.
É, pra quem não é grávida pode ser realmente confuso, mas enfim, eu não sofro mais de dúvida depois dessa maravilhosa tabela amiga.

Então, se você estiver grávida aproveite para salvar e ter sempre por perto, ela vai ser útil por bastante tempo.

E ainda tem mais, uma gravidez pode ir até a 42ª semana sem oferecer riscos para mamãe e o bebê, ou seja, pode durar 9 meses e meio, por isso, definitivamente a gente não passa nove meses grávida, pode passar até mais, minha irmã ganhou o Pietro na 41ª, em um parto normal, lembro que ela nem respirava mais direito, ficava alisando a barrigona e dizia "filho, nasce logo, por favor, mamãe quer cuidar de você aqui fora" hahahaha, foram dias de muita espera, hoje ele já está com três anos, como o tempo passa rápido com eles do lado de fora...

E por aqui, vamos passando pelo segundo trimestre da gravidez felizes da vida, planejando a decoração, dando uma espiada no carrinho e no bebê conforto que já chegaram, e estão encaixotados, e começando a pensar no chá de fraldas, e com um monte de coisas ainda para fazer, coisa mais boa!!! 

Em tempo, quero agradecer a Karol, mamãe da Isabelle, que nasceu dia 2 de outubro. Foi no Facebook da Karol que achei a tabela, é meu dever compartilhar :)

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Felicidade não é medida na balança

Nunca fui magra, pelo menos nunca me senti, e ao contrário do que as pessoas podem imaginar isso nunca foi um problema. Lógico que não vale só o sentimento estético, o importante é ter saúde, mas tendo em vista a gravidez que estou tendo, com tudo correndo da melhor forma possível posso ter certeza de que não perdi tempo encarando dietas malucas em buscar de um manequim pequeno.

Muitas vezes já desejei comprar roupas que não me serviram, mas sempre achei alternativas. Acredito realmente que ter barriga, celulite, braços grossos e vestir 46 não impossibilitam minha capacidade de conquistar as coisas que sempre quis, e é só perguntar pros mais próximos, eu realmente consigo.

Cansei de ouvir "nossa, você tem um rosto lindo", isso realmente me chateou por um tempo. Quando fala isso a pessoa até está elogiando, mas ela deixa claro que sei rosto é bonito, você como um todo não. Ela ressalta que seu corpo não está de acordo, e isso, para algumas pessoas pode realmente ser muito mais forte do que se não ouvisse nada. Eu já passei da fase de me incomodar, tento entender que não é por maldade, as pessoas simplesmente falam sem pensar, mas caso seja uma dessas, da próxima vez diga para uma menina gordinha: Você é bonita, vai receber em troca um sorriso bem mais verdadeiro.

Mas e o que tudo isso tem a ver com a gravidez? Tudo! Em todos sites, blogs, livros e revistas que li até agora, sem exceção, os escritores tentam consolar as mães, dizendo que engordar faz parte do processo da gravidez bla bla bla. E se eles dizem isso é porque as grávidas, pelo menos algumas, realmente levam a sério a questão estética e o ganho de peso como um problema, mas minha querida, você está gerando uma nova vida, que cresce, se alimenta e exige espaço, seria, no mínimo estranho, não aumentar de volume com isso. Não consigo conceber a ideia de que uma mulher grávida realmente pense que está gorda. E devo pensar isso porque não sei o que é ser magra, só pode.



Lendo uma matéria da revista Crescer deste mês descobri que existe uma doença chamada pregorexia, um distúrbio alimentar que acomete algumas gestantes, geralmente as que tiveram bulimia ou anorexia antes de engravidar. Essas mulheres, que são doentes, fazem dietas e exercícios malucos, para não engordar. Realmente só pode ser doença, nada mais explica esse comportamento.

Para as mulheres que se preocupam com o corpo depois da gestação, que acreditam que as estrias e mudanças irão acabar com a vida social eu afirmo: Existe vida depois do manequim 42, podem acreditar!

Uma mulher que prefere não amamentar, com o medo dos seios caírem, nem merecia ter leite, sério mesmo, é muito egoísmo. São esses os casos em que nasce a criança, mas não nasce a mãe, e infelizmente acontece...

Acredito que nada é mais importante do que gerar um bebê saudável, alimentar e cuidar da criança da melhor forma possível, depois essas mulheres podem fazer as dietas que quiserem, os milhares de exercícios para secar a barriga em duas horas, mas faça isso com a certeza de que seu filho não vai precisar de uma mãe sarada, vai precisar de amor, cuidado e dedicação.

Se o problema é com o marido, meu bem, tenha certeza de que a minoria está preocupada com seus culotes. Eles nem sabem diferenciar uma estria de uma celulite. Eles estão acompanhando o crescimento do filho, tenho certeza que os pais de verdade não vão se importar se você levar alguns meses, mais do que um ano, pra voltar a ter o corpo dos sonhos, pode perguntar. 

Mulher é que cobra de mulher, que é cruel em avaliar o corpo da outra, sou a prova viva de que gordura não impede a felicidade, não bloqueia nada, só na sua cabeça. Então liberte-se. Nada mais chato do que ter alguém por perto contando calorias na hora de comer. E repito, uma coisa é ser saudável, outra é ser neurótica. Eu como três frutas por dia, tomo mais de dois litros de água, como legumes e salada, tenho realmente uma dieta equilibrada, prefiro suco natural a refrigerante e quase não como frituras, é verdade! E não é só por causa da gravidez, venho praticando esses novos hábitos há mais de um ano, o que me permitem comer chocolate, me jogar num de um fast food de vez em quando e não sofrer com aquele excesso num final de semana. 

Repito, o importante é saber que seu corpo vai bem, que está feliz, nada pode ser mais prazeroso do que se sentir feliz, e isso vale pra todo mundo.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Grávida estreante

Atendendo aos inúmeros pedidos recebidos nas últimas semanas aqui estou eu, iniciando um blog para contar sobre a minha gravidez. Escrever sempre foi uma das minhas atividades preferidas. Com o blog sobre Bogotá consegui criar um espaço informativo, que rende emails de leitores semanalmente, e agora começo um que servirá como registro desta fase tão única e inédita para mim.
Blogs sobre gravidez tem aos montes, sobre tudo que envolve o tema, eu mesma sou leitora de uns dois ou três, mas a ideia de fazer o meu é justamente para contar como eu estou vivendo o momento, já que, como a gente sempre ouve, cada gravidez é diferente.

Estou na oitava semana, e a pergunta que sempre ouço é: "Tá com quantos meses?" Eu respondo "tantas semanas" e a pessoa geralmente diz "ah é, as semanas da grávida são diferentes das outras". Aí já começo dizendo que não, não são diferentes, o que acontece é que uma gravidez dura mais de nove meses, só isso.

Se formos calcular nove meses terão 36 semanas, sendo que a gravidez vai de 38 a 42, ou seja, podemos ficar até mais de dez meses gerando o bebê. Acho que essa convenção dos nove meses vem do tempo em que a mulher só tinha certeza de que estava grávida quando percebia o atraso da menstruação, geralmente já estando grávida há mais de um mês, e aí sim começava a contar os nove meses até o nascimento, pelo menos foi a essa explicação lógica que eu consegui chegar. Outra razão para que as grávidas falem em semanas, e não em meses, é que a cada semana uma coisa diferente acontece, por isso cada dia é importante, e diferente.

Estou lendo o livro O Que Esperar Quando Você Está Esperando, da americana Heidi Murkoff, um guia bastante completo, que já está na terceira edição e sendo atualizado constantemente. Uma das coisas que mais se repetem no livro é a observação de que, sem dúvida, vivemos a época mais segura para termos filhos. No mundo todo, sim, as mais de 7 bilhões de pessoas são fruto de gestações, as mulheres dão à luz dos mais variados modos, com segurança e cuidados médicos, sem uma coisa nem outra, no meio de florestas, nos lugares mais distantes, isso sem pensar em como era na Idade Média, no tempo das cavernas... Com certeza vivemos a época mais segura.

Meu bebê tinha pouco mais de 1cm quando já pude ouvir o coração, acelerado, batendo. Um exame de ultrassonografia já me disse com precisão o tamanho que ele tinha, há quantas semanas ele existia e quando deve nascer. Essas coisas me deixam impressionada, e feliz ao mesmo tempo, já que assim a gente se sente muito mais próxima do filho.

Nosso bebê, com alguns milímetros de vida


Acompanhe então a narração desta história de descobertas, crescimento, novidades, algumas reclamações,  amores e, o mais importante, vida nova.